quarta-feira, 30 de junho de 2010

Os números...

Felicidade

Talvez o paraíso seja uma esfera.
Porque a esfera é resultado da rotação do objeto mais perfeito do universo: o círculo.
Mas como tudo é relativo, o meu paraíso se forma não apenas com esta figura geométrica.
Mas também com outras.
Não tão perfeitas quanto o círculo.
O meu céu é construído com a hipérbole que formamos pra dormir.
Com a elipse formada quando você me abraça.
E também com o círculo de sentimentos bons que me envolvem quando você está por perto.
Todos estes lugares geométricos rotacionados resultam na quádrica que denomino Nosso PARAÍSO.
Que nunca será tão perfeita quanto a esfera idealizada inicialmente.
Visto que, por definição, nunca será uma superfície de revolução.
Ou seja, não exibirá uma simetria em relação a algum eixo.
Porém, esta quádrica assume função análoga a inicial e é suficiente para me fazer feliz por toda eternidade.

Viviane Ezequiel

http://www.somatematica.com.br/poemas.phpwww.somatematica

Papo cabeça!!!


Conhecimentos prévios!!!!


sábado, 26 de junho de 2010

Paulo Freire

AÇÕES EDUCATIVAS NAS AULAS DE MATEMÁTICA

A primeira e principal ação educativa a ser tomada pelo professor de matemática, é o planejamento, afinal ele é o responsável pelo sucesso de um conteúdo bem passado e certamente melhor compreendido pelos alunos. Dentro desse planejamento devem haver ações ligadas à situações da realidade do cotidiano da turma, bem como a utilização de materiais concretos, jogos e brincadeiras que possibilitem a significação dos conteúdos de forma lúdica e interessante. Assim, os alunos podem construir conhecimento, dando significado, sabendo a relação que tal conteúdo possui em sua vida, enfim, dessa forma ele saberá “para que serve” estudar matemática.

PLANO DE AULA

TEMA: Construindo o Tangram por dobradura/ figuras geométricas

OBJETIVOS

GERAL: Mostrar a construção de um quadrado com as sete figuras geométricas que compõem o jogo do tangram

ESPECÍFICOS:
- Conhecer a história do Tangram
- Identificar e reconhecer as figuras geométricas (triângulo, quadrado e paralelogramo) no tangram.
- Resolver problemas geométricos pela experimentação.

CONTEÚDOS
História do Tangram
Perímetro e Área
Figuras geométricas: triângulo, quadrado, paralelogramo.


ESTRATÉGIAS:
1) Sensibilização: Texto - História do Tangram
Leitura compartilhada do texto história do Tangram, para que os alunos possam familiarizar sobre o tema da aula.
O tangram é um quebra-cabeça chinês, de origem milenar. Ao contrário de outros quebra-cabeças ele é formado por apenas sete peças com as quais é possível criar e montar cerca de 1700 figuras entre animais, plantas, pessoas, objetos, letras, números, figuras geométricas e outros. As regras desse jogo consistem em usar as sete peças em qualquer montagem colocando-as lado a lado sem sobreposição.
Há uma lenda sobre esse material de que um jovem chinês despedia-se de seu mestre, pois iniciaria uma grande viagem pelo mundo.
Nessa ocasião, o mestre entregou-lhe um espelho de forma quadrada e disse:
- Com esse espelho você registrará tudo o que vir durante a viagem, para mostrar-me na volta.
O discípulo surpreso, indagou:
- Mas mestre, como, um simples espelho, poderá eu lhe mostrar tudo o que encontrar durante a viagem? No momento em que fazia esta pergunta, o espelho caiu-lhe das mãos, quebrando -se em sete peças.
Então o mestre disse:- Agora você poderá, com essas sete peças, construir figuras para ilustrar o que viu durante a viagem.
Lendas e histórias como essas sempre cercam objetos ou fatos de cuja origem temos pouco ou nenhum conhecimento, como é o caso do tangram. Se é ou não verdade, pouco importa: o que vale é a magia, própria dos mitos e lendas.
Texto disponível em:
www.mathema.com.br/index.asp?url=http://www.mathema.com.br/e_fund_a/mat_didat/tangram/_tangram.html

2) Construção do Tangram por dobradura
O professor distribui uma folha de papel ofício para cada aluno, em seguida começa a fazer algumas perguntas.
1.Que figura uma folha A4 representa?
2.Por que (o que) é um retângulo?
3.O que é um quadrado?
4.Retire deste retângulo o maior quadrado possível;
5.Que parte do quadrado é chamada de vértice?
6.Qual o nome da linha que se formou de um vértice ao outro?
7.Corte o quadrado pela diagonal;
8.Que figura formamos agora?
9.Vamos tentar classificar os triângulos que temos;
10. Divida um desses triângulos ao meio, recortando-o;
11.Marque no outro triângulo o ponto médio do maior lado;
12.Dobre o vértice que está de frente para o ponto médio sobre a marca e corte na dobra formada;
13.O triângulo formado é maior que o outro ou não?
14.Que figura formou-se após o recorte?
15.Dobre o trapézio ao meio e corte;
16.O que temos agora? (Classifique os trapézios mostrando as diferenças entre eles);
17.Retire de um desses trapézios o maior quadrado possível;
18.Retire do outro trapézio um paralelogramo;
19.Coloque juntos o quadrado e o triângulo médio e descubra uma forma de verificar se um deles é maior que o outro.
20.Formem novamente o quadrado inicial, juntando as peças do quebra-cabeça.

3) Construção de figuras geométricas com as partes do tangram
Os alunos deverão:
-Construir quadrados usando apenas triângulo. Tente encontrar 4 soluções possíveis
-Usando apenas 2 triângulos pequenos, construa outras peças do Tangram
-Construa um quadrado usando 4 peça. Tente encontrar pelo menos duas soluções.
-Construa um triângulo usando 2 peças, 3 peças e 4 peças.

4) Atividade: Calculando área e perímetro
Os alunos deverão medir com o auxilio de uma régua os lados das figuras geométricas solicitadas pelo professor e encontrar o perímetro e a área.

5) Usando a criatividade
Os alunos deverão pintar cada peça de uma cor e usando a criatividade irão elaborar uma composição para ser exposta na parede da sala.

RECURSOS:

Humanos: Professor, aluno
Físico: sala de aula
Materiais: Papel ofício, tesoura, lápis, régua, calculadora, lápis de cor, xerox, papel pardo, cola.

AVALIAÇÃO:
A avaliação será processual, sendo observada a participação, integração e compromisso do aluno no desenvolvimento da atividade como também a construção do raciocínio lógico e resolução de problemas.

REFERÊNCIAS

BONJORNO, José Roberto. Matemática: fazendo a diferença. São Paulo: FTD, 2006.



DANTE, Luiz Roberto. Tudo é matemática. São Paulo. Ática. 2002.



GIOVANNI JÚNIOR, José Roberto; CASTRUCCI, Benedicto. A conquista da Matemática. São Paulo: FTD, 2005.

IMENES; LELLIS. Matemática. São Paulo: Moderna, 2004.

A importância dos jogos na aprendizagem matemática das crianças de 4 a 6 anos

A importância dos jogos na aprendizagem matemática das crianças de 4 a 6 anos

Eliziane Rocha Castro

A relação entre o jogo e a Matemática possui atenção de vários autores e constitui-se numa abordagem significativa, principalmente na Educação Infantil, pois é nesse período que as crianças devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. A criança deve ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras, as quais são proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico.

De acordo com Schwartz (1966), a noção de jogo aplicado à educação desenvolveu-se vagarosamente e penetrou, tardiamente, no âmbito escolar, sendo sistematizada com atraso, mas trouxe transformações significativas, fazendo com que a aprendizagem se tornasse divertida.

A importância dos jogos no ensino da Matemática vem sendo debatida há algum tempo, sendo bastante questionado o fato de a criança realmente aprender Matemática brincando e a intervenção do professor. Por isso, ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos, o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação com o objetivo de o jogo não se tornar mero lazer.

A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas pelas crianças e oferece aos homens em geral várias situações que possibilitam o desenvolvimento do raciocínio lógico, da criatividade e a capacidade de resolver problemas. O ensino dessa disciplina pode potencializar essas capacidades, ampliando as possibilidades dos alunos de compreender e transformar a realidade.

Dentre os muitos objetivos do ensino de Matemática, encontra-se o de ensinar a resolver problemas, e as situações de jogos representam uma boa situação-problema, na medida em que o professor sabe propor boas questões aos alunos, potencializando suas capacidades para compreender e explicar os fatos e conceitos da Matemática.

Segundo Boavida (1992), o principal objetivo da educação é ensinar os mais novos a pensar, e a resolução de problemas constitui uma arte prática que todos os alunos podem aprender.

Miguel de Guzmán (1986) valoriza a utilização dos jogos para o ensino da Matemática, sobretudo porque eles não apenas divertem, mas também extrai das atividades materiais suficientes para gerar conhecimento, interessar e fazer com que os estudantes pensem com certa motivação.

De acordo com Borin (1996), um dos motivos para a introdução de jogos nas aulas de Matemática é a possibilidade de diminuir bloqueios apresentados pelos alunos.

Assim sendo, o ensino da Matemática na Educação Infantil deve priorizar o avanço do conhecimento das crianças perante situações significativas de aprendizagem, sendo que o ensino por meio dos jogos deve acontecer de forma a auxiliar no ensino do conteúdo, propiciando a aquisição de habilidades e o desenvolvimento operatório da criança.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AGUIAR, J. S. Jogos para o ensino de conceitos: leitura e escrita na pré-escola. Papirus, 1999.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília, 1998.
OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos de (org.). Educação infantil: muitos olhares. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2000.

http://www.aprenderjf.com/informativos.php